quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os ventos tornam Bon Vivant!

               Os bons ventos trazem eventos durante a noite que eu lembro de ter planejado mas que devo ir além do que me é permitido... Romper a marca da linha que limita!


               O que me torna fraco são as revelações de fraqueza, os pontos que jamais deveriam ser pontuados em conversas simples sobre certas formas de se ver o modo correto de se viver.

               O queijo do reino jamais sobrevive até o fim do ano, apesar de ser do reino, nesta terra nenhum deles é eterno, seja pimenta ou queijo!

Pa Ciência & Amor


És Cátion e eu o ânion
O positivo, e eu o negativo
Da causa, sou o efeito
És a multiplicação, eu, a divisão

Dos tecidos...
O epitelial és tu, e o conjuntivo eu
E do conjunto sou as unidades

Tu Mitocôndria e eu Lisossomo
Tu és a ação, sou a reação
Sei bem o que somos
Mas não o que seremos

Dos vários óvulos, sou um
Dentre espermas eu venci
Se não existíssemos
Jamais diria: Eu nasci!



*Poesia feita em conjunto com Joss Sci

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que é?

Sonho                                 Liberdade                                 Vento

                         Realização                              Medo

Superação                             Diferença                             Irmandade

                       Motores                                    Rock

Autoestrada                       Velocidade                             Soluções

                          Problemas                         Sem destino



Libertas!                            Libero!                                 Immunitas!

                 Freedom!                           Libertà!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Vai de Véspera...

Véspera, novamente, volta tudo
Vem a velha visão triste
Que tudo é nostálgico
Tudo que ainda nem existe

Vacilos, deslizes e velharias
Voltam em forma de presente
Vão-se os anos e as especiarias
Não se modificam, nada recente

Vai de véspera o peru
Da viagem, a ansiedade
Da chegada, o alívio
Do estresse, a briga

Sereia

Serei a noite encobrindo
Serei assim tão calado
Serei a tua boca desejando
O meu beijo bem ensaiado

Devo te amar sem receio
Corresponder a teus anseios
No teu mar mergulhar
Fazer sentir o amor alheio

Serei atento à tuas palavras
Serei alento teu eternamente
Meu tesouro eu descobri
E guardarei fielmente

sábado, 18 de dezembro de 2010

De amor ninguém morre...

As casas hoje tem asas
As desgraças surgem de graça
Formas, ao fim, sempre deformam
E desbobinam-se em farsas

 

Foram-se os dias, as noites não
Já não mais convivo
De ataduras nas mãos,
Cicatrizou, e hoje vivo!





 

E de amor morreu!
Não! Enganou-se, está com Morfeu!
De amor não se morre
E sim por não ser forte!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Princesa, ora vestida, ora nua

Bela Pintura de John Collier
E de repente o contrário se lhe pôs...

Fez do Inferno o Alasca,
Dá voz ao frio
Dá fraqueza à força
Do inteiro já partiu

Do melhor vem a essência
Da inocência, a indecência
E o complexo, simples se torna
A santa converte-se à puta

Tudo muda, nada perpetua
Dos vestidos da realeza,
Agora a jovem está nua
Fria, fraca, partida, indecente...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Nasci!

Aqui não estou, e o devaneio em passatempo tornou-se... Feliz por ter
nascido, de uma felicidade à dois. O Aniversário!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

VidÀfora

O típico senhor que todos os dias lê o jornal à porta de casa...

O empresário que sempre veste roupas caras todos os dias, o dia todo...

Aquele que sempre faz as mesmas coisas o tempo todo...

...E no meio da viagem, que tal uma paradinha?
Planta e colhe, não escolhe
Pode escolher, mas nunca quer
Ter rotina é ser cretino
Total miserabilidade vital

Negligencia viver sabendo que curta é a vida, a vida é uma maravilha divina... Nascemos com vida, por isso estou escrevendo e você lendo, foi um presente perfeito de Deus!

Negligência é ter vida e não viver.

Um dia pensei em ser normal, e no momento que pensei, desisti quando observei o tédio que invade tais vidas!

Há quem goste da rotineira vida, há graça?

O "daqui a pouco" já é tarde!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Jewelry Eyes

Largest jewel
An emphasis to looker
With a flower design
Makes the rain pass through your body

Does the sun, your night light
His walk it illuminates
With the shine of you look,
Away leaving: death, hunger and hatred

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Preciosa jóia maior
Um destaque ao que olha
Com o desenho de uma flor
Faz correr a chuva por seu corpo

Faz do sol, a luz da noite
Seu caminhar ela ilumina
Com o brilho do olhar afasta,
A morte, fome e ódio

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Marcas de batom...

Do riso à vaga desconfiança
Rasteira na doce roseira
Derruba, impiedosa, as flores
Assim o ciúme aos amores

Saúde é imunidade
Ciúme, necessidade
Falha porque é humano
Cego enciumado torna-se desumano

Vem a dor, vem o pranto
A planta que outrora forte
Agora perdeu o encanto
Ao léu, jogada à sorte

Vem ser feliz
Deixa o pathos¹
Perder é triste
Mas evita futuros atos



¹Pathos é uma palavra grega que significa excesso, catástrofe e sofrimento.

sábado, 27 de novembro de 2010

Uma noite no Cemitério

...noite no cemitério...
Pessoas não são humanos, são corpos humanos, simples mulambos, reunião de trapos revestindo a pele e osso...
Não andam, não reagem contra os governos, contra um simples inseto que o incomoda, aliás, não sente...
Reações comuns às de muitos vivos, mas a noite  nunca termina conosco...
Zumbis ainda saem do lugar, vejo espectros e suspeitas de ações de espíritos...
Que bobagem, é noite e dia no cemitérios, e o dia briga com a noite, mas na verdade toda hora é tarde, e toda tarde é pequena pra caber o dia e a noite!

Os mortos, não vivem mais, lógico. Lado bom e ruim de se estar nesse estado, não se sofre de amor, não perde tempo com coisas sem futuro, não experimentam da dor, não são exploradas 16 horas por dia...

Os vivos, para compensar, têm o prazer de ouvir sua música preferida quando querem, quando não podem, cantam... A beleza de se ter o estômago 'perdendo temperatura' ao ver a futura pessoa amada, o esforço da formiga pequena para carregar coisas maiores do que ela, e insistente, consegue! Persevera, seres humanos, os vivos, têm essas e outras vantagem... Portanto, VIVAM Vivos!

Vamos ouvir música, ter paixões e amores, sentir o cheiro do chão molhado na mais curta chuva...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amor X Limites

...sem limites...
O que te protege te limita
O que te admira, te imita
O que te ama, te intima
A viver com elevada autoestima

Quem te ama, te limita
Quem te critica, te imita
Quem te prende, te intima
A estar trancafiado e sem estima

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Happy Hippie (X) Paz & Amor

Happy é a vida Hippie
...amor hippie...
Amor em vantagem
Paz à vontade
Vê a natureza e não resiste...

A felicidade não desiste
De viver na inocência natural
Da guerra contra as guerras
Do protesto contracultural

Vê no fuzil a bela flor
No céu cinza, o travesseiro
Luzes da selva petrificada
São estrelas desorientadas

Imorais são os que impõe
Mortais são os que matam
Sujos são os impuros polos elípticos
Drogados são os desprezíveis

sábado, 20 de novembro de 2010

Iandê

O que faz comigo
Ninguém consegue
Quando passo mal
Ninguém me segue

Invoca em mim sentimento nato
Amor que tinha de mãe e pai
Parto de minha mãe e à ti entrego
Como o andarilho que não sabe onde vai

Que me faz correr floresta à dentro
Seguindo instintos natos
Distância que só se vê
Pressionando os olhos contra o mato

Sem norte, toma como guia o coração
Que mostra o caminho
Longe dos perigos
E coragem pra ir sozinho


*Iandê = Tupi Guarani: Você.

Os Se's do Amor!

"Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis."
(Carlos Drummond de Andrade)

 Se... Se... Se...

Ha... E se souber te amar
Te amando, e simplesmente explicar que não consigo me entender, que vivo em plena confusão... O que eu sinto, é o que posso te sentir mesmo de longe, e o sentimento de longe é tão de perto quanto.

Falo de amor, falo de te amar, defino o que vou falar, me descuido e lá vai, perdido de novo!

Flagro-me tomando todos os olhares públicos enquanto carrego o violão pra te tocar com letras que compus na noite chuvosa e solitária, sem teu sinal, minha vida continua sem ti, mas a saudade já vive quando estais perto.

Do casulo te sais, para ser sal em minha vida... Lentamente se faz presente, como presente no meu caminho, não de Noel ou Coelho... Mas do Deus que à perfeição aprecia.

Sei te explicar o que sinto, não sei sentir à risca o que explico... Nunca o amor é como dizem... É, sempre, diferente!

...Sina Amor...

A sina se repete na cena
De forma que deforma a vista
Cego torna a desejar
Ter do amor, o terno e a flor

Reflexo que responde o fluxo
Sempre retorna o mesmo
Vem do caso e vai pra casa
Princesas e sapos, príncipes e monstros

Metade de uma tarde 'adomingada'
Beirando a revolta da falta de descanso
Deixar de cansar, para se casar
À luz do fim da tarde, noivo da escuridão

O fruto que ora desfruto
Toma os planos futuros que ontem fiz
Nostalgicamente o espelho me mostra
Que o que fiz, fui eu quem quis

*Ao amor redundante, à passageira paixão notória no olhar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma face de ALAGOAS, É Senhoras e Senhores...

Da mãe, lágrimas formam rios
Os companheiros, a ausência
Os protetores, a insegurança
Nasceu no paraíso, e o recusou

Tanto falar e pouco agir
O amor por todos os lados
A faria pensar entre caminhos
Errôneos ou acertos óbvios

Da bandeira o vermelho nunca foi
O sangue inocente que corria livre
Hoje o clarão da paz tenta tomar
O espaço ensanguentado escarlate


O azul da proteção hoje tenta encobrir a paz
À ferro e fogo, valorizam a vermelhidão
Flâmula ao fogo se entrega
À mancha acaba por ceder

* "Desde os 11 anos que ela é viciada. Tentei prender em casa, controlar, mas ela nunca quis. Ela então preferiu ir morar na rua, onde não tinha ninguém para controlar. Sabia que o fim seria esse", lamentou Maria Nazaré, enquanto chorava a morte da filha.
(Trecho da reportagem retirada do site Tudo na Hora, de Alagoas)

** "O consumo da droga explica algumas mortes, já que alguns moradores de rua são viciados, mas essa não é a a causa exclusiva da série de assassinatos. Acredito que a maldade também é outro ponto, além das brigas entre nós. Ficamos assustados, mas acredito que se andarmos certos, sem deixarmos cair na tentação do pecado, Deus põe a mão sobre nossas cabeças e nos protege, disse."
(Palavras de um morador de rua em entrevista ao site de notícias Tudo na Hora, de Alagoas)

*** 32º Caso de Assassinato a Morador de Rua.

domingo, 14 de novembro de 2010

Defensores X Indefesos

A calmaria precede o ato falho, com o inato instinto da fome que deu na criança de desejar matar, matar o biológico, bruscamente debruçada no asfalto... Não entendeu que a tormenta e buzinas partiam e surgiam para avisá-lo que de fome não morreria, mas seria morto.

O fim que vem com a mais sensata derrota, perdeu para a vida, o que o indivíduo sábio pensou ao vê-los na esquina e sempre sozinhos brincam com o perigo, e ao máximo evitam o tédio sem saber que de tédio certamente morrerão.

Mas afinal, a fome, ou saída pro tédio... Ou outro motivo qualquer não o deixaria vivo?

O que desconhece a causa
Do feto que hoje é fato
Passa da vivência à estatística
Da novidade à notícia

Hoje fecha o que recebeu pra ver
Olhos ora esbugalhados de medo
Famintos e desnudos
Corpos que se vão cedo

Pede o remédio pra fome
Recebe o que deve comer
O mal se compadece
E dá o mal, em vez da prece

O rico na sinaleira para
O pobre para e interage
O homem mal, pára, interage e o serve
Coisas boas? Não... Ao menos age

À comando dos maiores comandantes
Genitores que ora eram heróis
Agora jamais serão como antes
Os fazem passar por vários sóis

**Eu, Almyr Rodrigues, por eles.

*Dedico aos tais que se vão nas ruas pelo mundo... Por ausência de compaixão do próximo, negligência... E por caprichos de alguns que pensam ser remédio ao tédio matá-los. Especialmente dedicado aos lutadores diários Alagoanos.

sábado, 6 de novembro de 2010

O que posso?

Posso pensar no que eu quiser
Posso exalar o odor que adquirir
Posso despir-te e apreciar, até tocar
Posso mover uma nuvem por onde eu for

Posso fazer o Sol trocar com a Lua
Posso esgotar todo o oceano
Posso saltar a Cordilheira dos Andes
Posso amar e não ser amado







Mas não posso...


Simplesmente criar o amor partindo de ti
Partir te amando e esperançoso
Me guardar como seu brinquedo favorito
Despertar do sonho sem sono e querer continuar o sonho...

Existem coisas que posso, e quero... E existem coisas que quero tanto e não posso...
Poucas são as coisas que quero e não posso... Deus pode tudo, mas não sou Ele.



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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Manual da Vida Perfeita

Manual da Vida Perfeita
Nobre mortal, insistes em buscar o manual da vida perfeita nos lugares menos propícios a encontrar... Por mais que encontres oportunidades, o único lugar onde podes encontrar respostas pra saber o que fazer e como proceder, é dentro de você... As respostas estão sempre com você, cabe a ti, nobre ser, descobrir uma forma de fazê-las vir à tona, daí então vem o iluminado Psicólogo.

Parem as máquinas!!!

Existe mesmo a vida perfeita?

Perdão, seres humanos aos tolos e aos sábios...
De onde veio tal ideia? Basta! A vida perfeita não existe... Insiste em permutar felicidade por futilidade, crenças e abomináveis descrenças...

Foi-se o surto do anseio por perfeição neste imperfeito mundo...

Erros e problemas... Acertos e soluções...
Com tradição, um contradiz o outro por palavras ditas e um dia escritas, por não fazerem parte do credo ora exposto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia do nascimento e vida

Criado em poucos meses
Modificado a um instante e tanto
Hoje, os dias vividos, que por vezes
Se faziam em prantos, encantam!

Com pausas e perdas
A vida sempre continua
O novo nascimento ocorre
Sem mais pés descalços na rua

Um novo começo
Depois o recomeço
Inverte-se o termo
Termina e enfim, inicia-se novamente




*Dedicado neste dia 4 de novembro de 2010, ao grande amigo e quase irmão Nayran pelo seu aniversário.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nostalgia - Parte I

O joelho ralado... O barro quase engolido... As teorias e conhecimentos populares envolvidos... O senso de nada...
Lendas urbanas contadas à porta de casa!
O mundo era bem maior, as casinhas eram brincadeira de meninas e hoje é realidade...
O real que ontem servia pra comprar o mundo, hoje compras a menor das coisas...
As ruas que corria quilômetros, hoje apenas ando e só alguns metros...
A forma de falar, palavras e gírias, idiomas criados por quem nada entende de lingüística...

"Meninos amarelos" vivem mais...

A nostalgia sempre volta, o vento sempre volta as páginas já passadas...

O Poeta!

O poeta se conhece
E, se conhece o poeta
Acha que não sabe pensar
Pensa que não pode também flutuar

Imagina as piores dores
No corpo? Não, n'alma
Vem o suor, e os odores
Surgem quando se perde a calma

O poeta se faz...
E se faz, porque faz?


Eis o questionamento...

sábado, 30 de outubro de 2010

Um brinde... À EuForia!

Euforia
O homem que corre gritando por estar satisfeito...
O cidadão que come empolgado, esfomeado e conformado...
Às noites em que o primeiro beijo acontece...
A volta pra casa depois do primeiro encontro...
Os sonhos infindáveis, contrariando as manchetes de noticiários...
A primeira vez que passa no vestibular...
À derrota que não mais acontecerá...
À bailarina que dança e nem bailarina é, nem saber dançar sabe.. mas dança...


Um brinde à EUFORIA!
Líquido doce, tons avermelhados, escorrega goela abaixo como pétalas de orquídeas azuis...
A última entrada e saída da parte sensível e escondida por todas...

Fases eufóricas, EuFórico... Elfo rico, feliz por poder brindar!

E pela felicidade... EuFaria!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cheia de Lua Cheia

Pupila cheia de medo do que a noite clara e vazia, onde a lua faz acontecer, contornando senhor do meio-termo com seu coração de textura lunar nem a mais nem a menos, a diferença mínima da Cheia e Nova,

 no escuro e no claro tem as mesmas crateras e iluminando na terra o que não quero ver, tem coisas feitas pra só existir no escuro, não são para ser vistas é lá que pode estar você...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eu pensando em dizer que não era realidade, esperando que fosse pensado algo parecido por você, fracassei na dedução!

O meu sangue eu deixei correr em suas veias...
Permiti ao coração enritmar-se a seus batimentos,
O meu fôlego ser razão de teu sossego,
Teus lábios falarem por mim
Minha língua navegar no corpo-mar repleto de desejos
Sedução integral corpórea até a alma.




Foi-se então acabando o encanto, e junto com ele a corrida sanguínea...
Aos poucos enfraqueceram-se os batimentos...
O sossego se foi, deu lugar à correria...
Como ratos à um naufrágio...
Lábios calados, língua naufragada
E da sedução passou a dedução, deduzi então...
Que era o fim!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Música X Letra





Apreciar uma música só pela letra, é como amar alguém só pela beleza exterior.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os (T)(S)eus dEfeitos...

Inconsequente, irresponsável, desleixado, relaxado, brincalhão, rígido, pavio curto, pressionado.

¿Defeitos?

Coisas que quem é amado, não tem.
Quem fica enfurnado, não vê.
O distraído não percebe, mas quem o vê, percebe a distração.
Quem enxerga com o coração, é sensível às qualidades.

Chega e fala como quem nada quer, escreve o que ninguém quer ler.

Sem sentido e desmentido segue o que escreve.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Freedom! Forever!


Temem por não poderem ter o que descobrir...

Por qual razão as pessoas aprisionam a si mesmos, bloqueiam-se escravos de si mesmos.

Perto do fim/limite, param... Não conseguem passar responsavelmente pelos limites, ou pelos finais...

Espero pacientemente numa fila de banco...
Cuido calmamente do que amo...
Percebo que caminhos não seguir...
Não encarcero-me, é apenas o limite do limite, do limite, do limite...

Falho às vezes na tentativa incansável de viver não por viver, que culpa tenho se há uma vontade ardente que vem de dentro, que consome meus pensamentos paralelos, de atravessar os oceanos ou as maiores estradas e saber qual é a sensação...

Pôr nas costas uma guitarra, no tanque combustível, cabelos livres e rosto ao vento...

Sentir o doce gosto de poder ir até onde der... E quando chegar, ir além!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

...esconde-faces; Muda-faces...

Quem que a use, deixa de mostrar quem realmente é, não significando uma ausência de um rosto... Talvez por uma má feição, uma vontade de mostrar-se apenas a quem o "eu" deseja, buscando aprovação ou interesse alheio, criar mistério...

Muitos são os motivos que provocam o desejo infinito por máscaras.

E no dia-a-dia, todos nós usamos uma ou duas e até mais que isso, e surge o questionamento a respeito do motivo...

Quem dera poder responder de forma concreta a mim mesmo à respeito disso, sinto que devo satisfazer-me com respostas que em si não serão um reflexo composto do questionamento.

"Fraco" seria um termo aos mascarados?!

Se concordastes, és hipócrita... Ouso usar este termo tendo em vista que usas a tua, nem que tu penses apenas usá-la somente por algumas horas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aprisionado..

Aprisionado no que de longe vi por tempos
Hoje aqui não sou o de ontem
Passo de viver por mim
À viver pelo ser/estar alheio

O convívio comigo mesmo
É tão anômalo quanto entardecer
À tardinha, feriado'sono acaba
Nostalgia e tristezas singularizadas

Preso à portas abertas
Posso, mas não quero sair
Posso não estar certo
Primeiro saber com quem ir

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pétalas

 Largando ao largo as pétalas
Sentindo pavor de tê-las
Sabendo o significado delas
Não quer estar com elas

 Espinhoso, o caule se manifesta
Mostra que até chegar a elas
Precisa sangrar e ver-se derramar
O que circula desde o princípio
Pra que a vida gire em seu torno


Não a de outrem, mas só a tua
Até que te derrames outrora
Conhecendo-te, diria não tenha cedo
Pétalas se machucam fácil
Caule, espinhos, sangue, folhas e daí então as pétalas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jus libertatis

George B. Shaw - 1934
 "Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela."
(George Bernard Shaw)
Massimo Bontempelli

"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão." (Massimo Bontempelli)
Albert Einstein

"Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior."
(Albert Einstein)

domingo, 3 de outubro de 2010

Princesa do Sétimo Castelo

Vento quid levius? Fulmen. Quid fulmine? Fama. Fama quid? Mulier. Quid muliere? Nihil.

Correu e errou mais uma vez... Sentados ali na calçada, em frente a casa de uma simpática senhora conversavam.
Ao nascer do sol o assunto acabou, mas antes disso muita coisa aconteceu.

- Minha princesa do Sétimo Castelo - disse o jovem moço - conte-me como anda a vida...

Com uma dúvida, ela não poderia continuar simplesmente falando sobre o que o jovem havia perguntado, curiosa, indagou:

- Amor, qual o motivo de ser do Sétimo Castelo?

Um leve riso, movendo apenas o canto esquerdo da boca e o jovem a respondeu...

Sete é a perfeição, o castelo é digno de uma Princesa que com sua beleza consegue acalmar o mais terrível monstro... E qual seria a graça de acalmar o mais agradável animal irracional? Beleza sem função, música sem melodia, sensação sem percepção.
És minha bela dama, adormeço tão fácil em teus braços minha linda princesa.
O mais próximo que um ser humano pode chegar a perfeição está em ti, por isso és do sétimo, perfeita, ou quase.

Envergonhada, a jovem retoma o pensamento e apenas o beija.

Um beijo estilo beijanjo.

A Batalha

Helmet 
Cavaleiro Derrubado
Confiante, dotado de armaduras modeladas nas mais altas temperaturas, rígidas como a vontade que possui o  guerreiro de eliminar as forças que fazem o oponente respirar. Elementa essentialia communia delicti (Os elementos essenciais comuns do delito), sobe ao cavalo e fecha a última parte de seu helmet de uma certa forma para não ver com tanta perfeição seu oponente, por se tratar de uma pessoa que participou em peso de seu passado, peso nem sempre das mais agradáveis formas.

Não importa mais nada no momento da velocidade e o único pensamento do Cavaleiro é destruir a glória do oponente, que cometeu tantos erros quanto o guerreiro, mas acha-se no direito de ter sua vida honrada como se não tivesse tido erros no passado. Errou, e erros piores do que os que nos tempos atuais pensam estarem fazendo o certo.

Os inimigos almejam sua honra, tanto quanto você a desonra deles.

sábado, 25 de setembro de 2010

ChUVA...


É aquela mesma que limpa a cidade
Vem e leva sujeira e besteiras
Ajuda o necessitado
A ter o que recomeçar

Um dia é forte, outro fraca
Hora grosseira, outrora sensível
Num certo momento
É o momento certo


Chega e exala o inconfundível odor

Molhando o que o sol aqueceu
Esteve amenizando o enorme calor
E lembrando a força divina ao que tudo perdeu

Na guerra o alívio, na dor a morfina
O sonho de areia é destruído
E a escultura assassina
Produzindo terríveis ruídos

Sou como a chuva
Que chega e percebem
O ser diferente
A cor desigual, num cacho de uvas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Não sabe o que fala...
Não sente o que deve...
Não repete o que merece...
Não faz mais uma prece, simplesmente vai à praça.

Vai à praça e apressado logo corre de volta pois sua concha o espera.

E se ele tentasse não ser feliz o tempo todo?

Blefes intermináveis contra si mesmo, incompetente não consegue negar que o vermelho do próprio sangue assusta, mas dos outros o atrai. Psicopata.

Traz consigo as lembranças mais antigas, que o fazem hoje ser quem antes odiava.

Agora já sabe o que sente, necessita e não repete as preces que faz.
Já não mais fala o que deve, o que merece ser dito nem em casa e menos ainda na praça.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Liberdade!

George: Sabem, este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele.
Billy: Todos viraram covardes, é isso. Não podemos nem ficar num hotel de segunda, aliás, num motel. O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.
George: Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.
Billy: Cara, para eles, só representamos alguém que deveria se cortar o cabelo!
George: Não. Vocês representam para eles a Liberdade.
Billy: E qual o problema?! Liberdade é legal!
George: É verdade, é legal mesmo. Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.Mas nunca diga a alguém que ele não é livre… Por que ele vai tratar de matar e aleijar para provar a você que ele é. Eles falam e falam sem parar de Liberdade Individual… Mas quando vêem um Indivíduo Livre, ficam com medo.
Billy: Eu não boto ninguém pra correr de medo.
George: Não. É você quem corre perigo.

Diálogo entre os personagens principais de Easy Rider, que me chamou bastante atenção.
Retirado de Soluço Mental

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Passando parado...

Tu passando...

Vai co'alma nos quatro tempos...
Primeiro onde tu pisas, sente primeiro...
O cheiro do lugar, que sentes ao mesmo tempo...
Vês a estupidez da simplicidade, expressa no maior vislumbre.
E o quarto? Fechado e às escuras!


Eu parado...

Sou distante, de instante em instante...
Estação, estas são as coisas que aparentam ser...
Não comove, nem se move, e a onda acerta...
Belíssima tua ação, atuação explícita de felicidade inerte!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Minha brisa... Menina brisa!

Hoje eu senti tua falta, de quando você chegava pelos ombros e contava o quanto querias que não me afastasse, e tudo que eu ouvia nem era tua voz... Ouvia também o choro da grama que desistiu de nascer, ao ver o quanto seria pisoteada.

A sombra levava o frescor do dia em que te conheci, foi ao primeiro olhar e a paixão foi o primeiro senso.


E então vieram os encontros posteriores, e cada dia que se passava você falava mais alto... Chegando ao grito pouco depois, foi então que aprendi a te ouvir... Vi quanta atenção você realmente merecia!

Minha brisa... Menina brisa!

domingo, 12 de setembro de 2010

Deixando... o comum (paixão)!

Antes de iniciar a leitura, recomendo iniciar o vídeo... Torna-se mais agradável.



Sinto aos poucos o calor fugindo através das árvores, é a hora que o audaz frio tenta tomar conta do que foi abandonado, aos poucos o ar torna-se difícil então deixo de estar atento ao pulsar do sentimento maior existente.

Às vezes chego a pensar que o frio faz parte do que consome a vida útil de um ser, por mais insignificante que imagine ser, sempre sento à porta em plena noite e senta também o frio.

É preciso se preparar a cada início, para o inverno que sempre acontece e poucos resistem, mas muito pouco exige de nós, que cheguemos ao êxito no fim desta fria estação. Estas são...

O rarefeito sentimentalismo torna raro o efeito chamado amor, cedendo o trono ao passageiro que não se movimenta chamado Paixão, poucas são as vezes que se progride, vai-se além!

Qual o nobre ser terreste que desvendaria tal sentido de despertar paixão sem intenção de efetivar algo mais forte?

Dúvidas surgem, daí então vem a vontade de fugir, correr o mais rápido que se conseguir... Pra tentar romper até mesmo uma barreira que não se vê, como a do som... Tentar falsamente ficar sem nada ouvir...

Por fim... Desejo a sorte de milhares de encontros com indispensáveis quadrifólios!

sábado, 11 de setembro de 2010

Agonia...

Depois de alguns acontecimentos que me encaminharam à sensação de que não iria retornar ao selvagem mundo globalizado, tive por vezes sensações de agonia...

A agonia nos diz que devemos sentir perturbações, secar a língua, o pulso enfraquecer, extinguir nosso calor...
O amor, seca a boca, acelera o pulso, intensifica o calor, e nos acalma a ponto de vermos os dias com mais cores e atentarmos mais aos pequeninos detalhes...

Platônico ou recíproco, existe e causa as mesmas sensações.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador."
(Confúcio)

É fato que muitos de nós tem uma infinidade de virtudes, coisas que se soubéssemos como manter iria modificar por completo nosso modo de enxergar o mundo... Sabendo-se disso, poucos tem a disposição de eliminar aquilo que sufoca, mesmo que aos poucos, as virtudes existentes dentro de si próprio.

A necessidade de sufocar é tamanha neste mundo que não há valor em todas as virtudes, somente as que vem à tona condizendo com o pensamento de uma maioria, é importante que os ensinamentos sejam passados, as virtudes sejam libertas, que a vida seja vivida!

"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo."
(Confúcio)
Refletindo...

Muitas vezes o dito homem mau somos nós mesmos, e acabamos por ver isso em terceiros.
Em várias oportunidades nos flagramos despejando aquilo que estamos sentindo de ruim em alguém que amamos, que queremos o mais próximo de nós possível.
Triste realidade de quem costuma sufocar sentimentos, e os guarda consigo... Custando a externar!

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