sábado, 25 de setembro de 2010

ChUVA...


É aquela mesma que limpa a cidade
Vem e leva sujeira e besteiras
Ajuda o necessitado
A ter o que recomeçar

Um dia é forte, outro fraca
Hora grosseira, outrora sensível
Num certo momento
É o momento certo


Chega e exala o inconfundível odor

Molhando o que o sol aqueceu
Esteve amenizando o enorme calor
E lembrando a força divina ao que tudo perdeu

Na guerra o alívio, na dor a morfina
O sonho de areia é destruído
E a escultura assassina
Produzindo terríveis ruídos

Sou como a chuva
Que chega e percebem
O ser diferente
A cor desigual, num cacho de uvas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Não sabe o que fala...
Não sente o que deve...
Não repete o que merece...
Não faz mais uma prece, simplesmente vai à praça.

Vai à praça e apressado logo corre de volta pois sua concha o espera.

E se ele tentasse não ser feliz o tempo todo?

Blefes intermináveis contra si mesmo, incompetente não consegue negar que o vermelho do próprio sangue assusta, mas dos outros o atrai. Psicopata.

Traz consigo as lembranças mais antigas, que o fazem hoje ser quem antes odiava.

Agora já sabe o que sente, necessita e não repete as preces que faz.
Já não mais fala o que deve, o que merece ser dito nem em casa e menos ainda na praça.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Liberdade!

George: Sabem, este país já foi muito bom. Não entendo o que está acontecendo com ele.
Billy: Todos viraram covardes, é isso. Não podemos nem ficar num hotel de segunda, aliás, num motel. O cara achou que a gente fosse matá-lo. Eles têm medo.
George: Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam.
Billy: Cara, para eles, só representamos alguém que deveria se cortar o cabelo!
George: Não. Vocês representam para eles a Liberdade.
Billy: E qual o problema?! Liberdade é legal!
George: É verdade, é legal mesmo. Mas falar dela e vivê-la são duas coisas diferentes. É difícil ser livre quando se é comprado e vendido no mercado.Mas nunca diga a alguém que ele não é livre… Por que ele vai tratar de matar e aleijar para provar a você que ele é. Eles falam e falam sem parar de Liberdade Individual… Mas quando vêem um Indivíduo Livre, ficam com medo.
Billy: Eu não boto ninguém pra correr de medo.
George: Não. É você quem corre perigo.

Diálogo entre os personagens principais de Easy Rider, que me chamou bastante atenção.
Retirado de Soluço Mental

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Passando parado...

Tu passando...

Vai co'alma nos quatro tempos...
Primeiro onde tu pisas, sente primeiro...
O cheiro do lugar, que sentes ao mesmo tempo...
Vês a estupidez da simplicidade, expressa no maior vislumbre.
E o quarto? Fechado e às escuras!


Eu parado...

Sou distante, de instante em instante...
Estação, estas são as coisas que aparentam ser...
Não comove, nem se move, e a onda acerta...
Belíssima tua ação, atuação explícita de felicidade inerte!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Minha brisa... Menina brisa!

Hoje eu senti tua falta, de quando você chegava pelos ombros e contava o quanto querias que não me afastasse, e tudo que eu ouvia nem era tua voz... Ouvia também o choro da grama que desistiu de nascer, ao ver o quanto seria pisoteada.

A sombra levava o frescor do dia em que te conheci, foi ao primeiro olhar e a paixão foi o primeiro senso.


E então vieram os encontros posteriores, e cada dia que se passava você falava mais alto... Chegando ao grito pouco depois, foi então que aprendi a te ouvir... Vi quanta atenção você realmente merecia!

Minha brisa... Menina brisa!

domingo, 12 de setembro de 2010

Deixando... o comum (paixão)!

Antes de iniciar a leitura, recomendo iniciar o vídeo... Torna-se mais agradável.



Sinto aos poucos o calor fugindo através das árvores, é a hora que o audaz frio tenta tomar conta do que foi abandonado, aos poucos o ar torna-se difícil então deixo de estar atento ao pulsar do sentimento maior existente.

Às vezes chego a pensar que o frio faz parte do que consome a vida útil de um ser, por mais insignificante que imagine ser, sempre sento à porta em plena noite e senta também o frio.

É preciso se preparar a cada início, para o inverno que sempre acontece e poucos resistem, mas muito pouco exige de nós, que cheguemos ao êxito no fim desta fria estação. Estas são...

O rarefeito sentimentalismo torna raro o efeito chamado amor, cedendo o trono ao passageiro que não se movimenta chamado Paixão, poucas são as vezes que se progride, vai-se além!

Qual o nobre ser terreste que desvendaria tal sentido de despertar paixão sem intenção de efetivar algo mais forte?

Dúvidas surgem, daí então vem a vontade de fugir, correr o mais rápido que se conseguir... Pra tentar romper até mesmo uma barreira que não se vê, como a do som... Tentar falsamente ficar sem nada ouvir...

Por fim... Desejo a sorte de milhares de encontros com indispensáveis quadrifólios!

sábado, 11 de setembro de 2010

Agonia...

Depois de alguns acontecimentos que me encaminharam à sensação de que não iria retornar ao selvagem mundo globalizado, tive por vezes sensações de agonia...

A agonia nos diz que devemos sentir perturbações, secar a língua, o pulso enfraquecer, extinguir nosso calor...
O amor, seca a boca, acelera o pulso, intensifica o calor, e nos acalma a ponto de vermos os dias com mais cores e atentarmos mais aos pequeninos detalhes...

Platônico ou recíproco, existe e causa as mesmas sensações.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador."
(Confúcio)

É fato que muitos de nós tem uma infinidade de virtudes, coisas que se soubéssemos como manter iria modificar por completo nosso modo de enxergar o mundo... Sabendo-se disso, poucos tem a disposição de eliminar aquilo que sufoca, mesmo que aos poucos, as virtudes existentes dentro de si próprio.

A necessidade de sufocar é tamanha neste mundo que não há valor em todas as virtudes, somente as que vem à tona condizendo com o pensamento de uma maioria, é importante que os ensinamentos sejam passados, as virtudes sejam libertas, que a vida seja vivida!

"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo."
(Confúcio)
Refletindo...

Muitas vezes o dito homem mau somos nós mesmos, e acabamos por ver isso em terceiros.
Em várias oportunidades nos flagramos despejando aquilo que estamos sentindo de ruim em alguém que amamos, que queremos o mais próximo de nós possível.
Triste realidade de quem costuma sufocar sentimentos, e os guarda consigo... Custando a externar!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nada!

Dia do eterno descanso em alguns minutos, somados a horas mais um dia...

domingo, 5 de setembro de 2010

És livre... Vai!

Frente ao vasto leque que não condiz com a candura imposta sobre tais sentimentos, temo ater-me simplesmente à candura indubitável do ser que rodeia minha ânsia por um novo "eu" amante...

Nobres e sinceras são as palavras daquela bela dama que cruza o rio com a inocência provada em versos que sua aveludada voz trata de agir com a dança do vento, que a traz às têmporas!

Em menores partículas de tempo, dissipa-se a doçura, e a jovem moça apressa-se em chegar a presença de terra firme, tempestade à vista! A pressa é tanta que esquece que está apenas seguindo conjectura dos antepassados, pode não ser uma tempestade... Apenas indícios de um sereno...


Deixa que vá, ela precisa aprender que nada na pressa tem um sentido lógico, será que tudo deve ser feito às pressas, pelo fato de que o que não tem lógica se torna melhor?

Pois bem, as loucuras nos tornam capazes de ir além do que alguém jamais foi... Mas... E a
jovem donzela que precisava de ajuda? Não, eu não fui... Apenas a observei... Enquanto voltava pra casa perto daquele lago, onde aos domingos alguém escolhia exatamente aquele lugar pra pescar!

É preciso deixar as coisas andarem sozinhas de vez em quando, um auxílio pode atrapalhar o andamento correto da melodia, cada um ouve a música da forma que está a mente, o coração... Poucos a ouvem como realmente é!

Enfim... Vivo sem trilhos... às margens da linha imaginária!

sábado, 4 de setembro de 2010

Distância... Medos...

Sempre que o põe em movimento o cata-vento, descobrimos de onde a leve rajada de vento está partindo...
E quando a força da água gira novamente uma azenha, é para dar vida a algo que a água jamais imaginou fazer...

Fantasmas surgem por todos os lados nos intrigando com suas medíocres imposições, de que devemos temê-los, nossas fobias vem à tona e muitos não reagem... Não demonstram a coragem devida!



Do Fantasma tenho a audácia, e da ópera, o enredo... Quando falo palavras doces ao ouvido, ponho-te pra dormir a cada escurecer, não é só pra ter ritual a cumprir... Mas pra te ver em sonhos e trazer-te ao meu lado!



Tola mente de quem pensa o contrário, digo e repito, me ignoro e engano a distância...

De longe conto segredos, de longe perco o medo, mas adquiro o temor de perder, mas não conto dos meus medos a ela... Por aí posso até me perder!

Da tua luta diária por pensares no futuro, admiro a garra...
Dos dias de tempestade e da glória ao final, louvo a força...
Das noites desprovidas de brilho lunar, agradeço por sua coragem!

E ao sentir que sou observado enquanto meu reflexo me observa, sinto como se fosses tu a me olhar, e então vem uma leve canção de dentro que diz...


"and the angel of music sings songs in my head..." (Angel Of Music - Phantom Of The Opera - Andrew Lloyd Webber)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Tem olhos que revelam segredos..."
Só quem sabe o significado do cintilar dos cílios dela, tem certeza que a noite foi de promessas à dois e à meia-luz, entre paredes escurecidas pelo amarelo da luz vinda da lareira...

Bom saber que comigo não foi, não mais do teu néctar envenenado provarei. Tenho liberdade pra te recusar, mesmo ao enfraquecer daquilo que me leva à frente, ao te ver.

Lábios, trouxestes à tona o que não mais queria comigo... Nostalgia igualada a de ver o que me era visto na infância, tornei-me indefeso por ter voltado no tempo, só na minha mente... Em outro lugar, não!

E o amante que outrora acordava liquidado ao teu lado, hoje acorda só... E feliz por não ter que te presentear toda manhã com falsas promessas, minar-te com mimos e encantos sempre encurtados pelas brigas ofuscando a beleza do amor.

Enfim... Quem tem amor e quem o proclama, não significa que ama.

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