quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Tem olhos que revelam segredos..."
Só quem sabe o significado do cintilar dos cílios dela, tem certeza que a noite foi de promessas à dois e à meia-luz, entre paredes escurecidas pelo amarelo da luz vinda da lareira...

Bom saber que comigo não foi, não mais do teu néctar envenenado provarei. Tenho liberdade pra te recusar, mesmo ao enfraquecer daquilo que me leva à frente, ao te ver.

Lábios, trouxestes à tona o que não mais queria comigo... Nostalgia igualada a de ver o que me era visto na infância, tornei-me indefeso por ter voltado no tempo, só na minha mente... Em outro lugar, não!

E o amante que outrora acordava liquidado ao teu lado, hoje acorda só... E feliz por não ter que te presentear toda manhã com falsas promessas, minar-te com mimos e encantos sempre encurtados pelas brigas ofuscando a beleza do amor.

Enfim... Quem tem amor e quem o proclama, não significa que ama.

3 comentários:

Dario Dariurtz disse...

Nossa... Pesado, intenso, faz doer! Amar dói.

luh.santos11 disse...

muito bem escrito porém nostalgico neh?!

Iorgama Porcely disse...

É, amar dói: e como!

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