sábado, 30 de outubro de 2010

Um brinde... À EuForia!

Euforia
O homem que corre gritando por estar satisfeito...
O cidadão que come empolgado, esfomeado e conformado...
Às noites em que o primeiro beijo acontece...
A volta pra casa depois do primeiro encontro...
Os sonhos infindáveis, contrariando as manchetes de noticiários...
A primeira vez que passa no vestibular...
À derrota que não mais acontecerá...
À bailarina que dança e nem bailarina é, nem saber dançar sabe.. mas dança...


Um brinde à EUFORIA!
Líquido doce, tons avermelhados, escorrega goela abaixo como pétalas de orquídeas azuis...
A última entrada e saída da parte sensível e escondida por todas...

Fases eufóricas, EuFórico... Elfo rico, feliz por poder brindar!

E pela felicidade... EuFaria!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cheia de Lua Cheia

Pupila cheia de medo do que a noite clara e vazia, onde a lua faz acontecer, contornando senhor do meio-termo com seu coração de textura lunar nem a mais nem a menos, a diferença mínima da Cheia e Nova,

 no escuro e no claro tem as mesmas crateras e iluminando na terra o que não quero ver, tem coisas feitas pra só existir no escuro, não são para ser vistas é lá que pode estar você...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eu pensando em dizer que não era realidade, esperando que fosse pensado algo parecido por você, fracassei na dedução!

O meu sangue eu deixei correr em suas veias...
Permiti ao coração enritmar-se a seus batimentos,
O meu fôlego ser razão de teu sossego,
Teus lábios falarem por mim
Minha língua navegar no corpo-mar repleto de desejos
Sedução integral corpórea até a alma.




Foi-se então acabando o encanto, e junto com ele a corrida sanguínea...
Aos poucos enfraqueceram-se os batimentos...
O sossego se foi, deu lugar à correria...
Como ratos à um naufrágio...
Lábios calados, língua naufragada
E da sedução passou a dedução, deduzi então...
Que era o fim!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Música X Letra





Apreciar uma música só pela letra, é como amar alguém só pela beleza exterior.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os (T)(S)eus dEfeitos...

Inconsequente, irresponsável, desleixado, relaxado, brincalhão, rígido, pavio curto, pressionado.

¿Defeitos?

Coisas que quem é amado, não tem.
Quem fica enfurnado, não vê.
O distraído não percebe, mas quem o vê, percebe a distração.
Quem enxerga com o coração, é sensível às qualidades.

Chega e fala como quem nada quer, escreve o que ninguém quer ler.

Sem sentido e desmentido segue o que escreve.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Freedom! Forever!


Temem por não poderem ter o que descobrir...

Por qual razão as pessoas aprisionam a si mesmos, bloqueiam-se escravos de si mesmos.

Perto do fim/limite, param... Não conseguem passar responsavelmente pelos limites, ou pelos finais...

Espero pacientemente numa fila de banco...
Cuido calmamente do que amo...
Percebo que caminhos não seguir...
Não encarcero-me, é apenas o limite do limite, do limite, do limite...

Falho às vezes na tentativa incansável de viver não por viver, que culpa tenho se há uma vontade ardente que vem de dentro, que consome meus pensamentos paralelos, de atravessar os oceanos ou as maiores estradas e saber qual é a sensação...

Pôr nas costas uma guitarra, no tanque combustível, cabelos livres e rosto ao vento...

Sentir o doce gosto de poder ir até onde der... E quando chegar, ir além!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

...esconde-faces; Muda-faces...

Quem que a use, deixa de mostrar quem realmente é, não significando uma ausência de um rosto... Talvez por uma má feição, uma vontade de mostrar-se apenas a quem o "eu" deseja, buscando aprovação ou interesse alheio, criar mistério...

Muitos são os motivos que provocam o desejo infinito por máscaras.

E no dia-a-dia, todos nós usamos uma ou duas e até mais que isso, e surge o questionamento a respeito do motivo...

Quem dera poder responder de forma concreta a mim mesmo à respeito disso, sinto que devo satisfazer-me com respostas que em si não serão um reflexo composto do questionamento.

"Fraco" seria um termo aos mascarados?!

Se concordastes, és hipócrita... Ouso usar este termo tendo em vista que usas a tua, nem que tu penses apenas usá-la somente por algumas horas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aprisionado..

Aprisionado no que de longe vi por tempos
Hoje aqui não sou o de ontem
Passo de viver por mim
À viver pelo ser/estar alheio

O convívio comigo mesmo
É tão anômalo quanto entardecer
À tardinha, feriado'sono acaba
Nostalgia e tristezas singularizadas

Preso à portas abertas
Posso, mas não quero sair
Posso não estar certo
Primeiro saber com quem ir

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pétalas

 Largando ao largo as pétalas
Sentindo pavor de tê-las
Sabendo o significado delas
Não quer estar com elas

 Espinhoso, o caule se manifesta
Mostra que até chegar a elas
Precisa sangrar e ver-se derramar
O que circula desde o princípio
Pra que a vida gire em seu torno


Não a de outrem, mas só a tua
Até que te derrames outrora
Conhecendo-te, diria não tenha cedo
Pétalas se machucam fácil
Caule, espinhos, sangue, folhas e daí então as pétalas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Jus libertatis

George B. Shaw - 1934
 "Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela."
(George Bernard Shaw)
Massimo Bontempelli

"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão." (Massimo Bontempelli)
Albert Einstein

"Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior."
(Albert Einstein)

domingo, 3 de outubro de 2010

Princesa do Sétimo Castelo

Vento quid levius? Fulmen. Quid fulmine? Fama. Fama quid? Mulier. Quid muliere? Nihil.

Correu e errou mais uma vez... Sentados ali na calçada, em frente a casa de uma simpática senhora conversavam.
Ao nascer do sol o assunto acabou, mas antes disso muita coisa aconteceu.

- Minha princesa do Sétimo Castelo - disse o jovem moço - conte-me como anda a vida...

Com uma dúvida, ela não poderia continuar simplesmente falando sobre o que o jovem havia perguntado, curiosa, indagou:

- Amor, qual o motivo de ser do Sétimo Castelo?

Um leve riso, movendo apenas o canto esquerdo da boca e o jovem a respondeu...

Sete é a perfeição, o castelo é digno de uma Princesa que com sua beleza consegue acalmar o mais terrível monstro... E qual seria a graça de acalmar o mais agradável animal irracional? Beleza sem função, música sem melodia, sensação sem percepção.
És minha bela dama, adormeço tão fácil em teus braços minha linda princesa.
O mais próximo que um ser humano pode chegar a perfeição está em ti, por isso és do sétimo, perfeita, ou quase.

Envergonhada, a jovem retoma o pensamento e apenas o beija.

Um beijo estilo beijanjo.

A Batalha

Helmet 
Cavaleiro Derrubado
Confiante, dotado de armaduras modeladas nas mais altas temperaturas, rígidas como a vontade que possui o  guerreiro de eliminar as forças que fazem o oponente respirar. Elementa essentialia communia delicti (Os elementos essenciais comuns do delito), sobe ao cavalo e fecha a última parte de seu helmet de uma certa forma para não ver com tanta perfeição seu oponente, por se tratar de uma pessoa que participou em peso de seu passado, peso nem sempre das mais agradáveis formas.

Não importa mais nada no momento da velocidade e o único pensamento do Cavaleiro é destruir a glória do oponente, que cometeu tantos erros quanto o guerreiro, mas acha-se no direito de ter sua vida honrada como se não tivesse tido erros no passado. Errou, e erros piores do que os que nos tempos atuais pensam estarem fazendo o certo.

Os inimigos almejam sua honra, tanto quanto você a desonra deles.

Seguidores

Tradução