domingo, 14 de novembro de 2010

Defensores X Indefesos

A calmaria precede o ato falho, com o inato instinto da fome que deu na criança de desejar matar, matar o biológico, bruscamente debruçada no asfalto... Não entendeu que a tormenta e buzinas partiam e surgiam para avisá-lo que de fome não morreria, mas seria morto.

O fim que vem com a mais sensata derrota, perdeu para a vida, o que o indivíduo sábio pensou ao vê-los na esquina e sempre sozinhos brincam com o perigo, e ao máximo evitam o tédio sem saber que de tédio certamente morrerão.

Mas afinal, a fome, ou saída pro tédio... Ou outro motivo qualquer não o deixaria vivo?

O que desconhece a causa
Do feto que hoje é fato
Passa da vivência à estatística
Da novidade à notícia

Hoje fecha o que recebeu pra ver
Olhos ora esbugalhados de medo
Famintos e desnudos
Corpos que se vão cedo

Pede o remédio pra fome
Recebe o que deve comer
O mal se compadece
E dá o mal, em vez da prece

O rico na sinaleira para
O pobre para e interage
O homem mal, pára, interage e o serve
Coisas boas? Não... Ao menos age

À comando dos maiores comandantes
Genitores que ora eram heróis
Agora jamais serão como antes
Os fazem passar por vários sóis

**Eu, Almyr Rodrigues, por eles.

*Dedico aos tais que se vão nas ruas pelo mundo... Por ausência de compaixão do próximo, negligência... E por caprichos de alguns que pensam ser remédio ao tédio matá-los. Especialmente dedicado aos lutadores diários Alagoanos.

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