sábado, 27 de novembro de 2010

Uma noite no Cemitério

...noite no cemitério...
Pessoas não são humanos, são corpos humanos, simples mulambos, reunião de trapos revestindo a pele e osso...
Não andam, não reagem contra os governos, contra um simples inseto que o incomoda, aliás, não sente...
Reações comuns às de muitos vivos, mas a noite  nunca termina conosco...
Zumbis ainda saem do lugar, vejo espectros e suspeitas de ações de espíritos...
Que bobagem, é noite e dia no cemitérios, e o dia briga com a noite, mas na verdade toda hora é tarde, e toda tarde é pequena pra caber o dia e a noite!

Os mortos, não vivem mais, lógico. Lado bom e ruim de se estar nesse estado, não se sofre de amor, não perde tempo com coisas sem futuro, não experimentam da dor, não são exploradas 16 horas por dia...

Os vivos, para compensar, têm o prazer de ouvir sua música preferida quando querem, quando não podem, cantam... A beleza de se ter o estômago 'perdendo temperatura' ao ver a futura pessoa amada, o esforço da formiga pequena para carregar coisas maiores do que ela, e insistente, consegue! Persevera, seres humanos, os vivos, têm essas e outras vantagem... Portanto, VIVAM Vivos!

Vamos ouvir música, ter paixões e amores, sentir o cheiro do chão molhado na mais curta chuva...

Um comentário:

Ana SS disse...

Quem vive é paradoxo. Mas não basta respirar para estar vivo.

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