quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Só lhe dão solidão

O quão longe estamos, bem...
Quantos segredos nos afastam?
Aquilo que nos cega é nossa própria sorte
Toda velha acende vela, que revela futuro vil

O que não acreditar, que espere ela apagar
Que no apagar, já mostra o fim de tudo
Isso não amedronta, apenas nos alerta
É sempre triste o fim, o céu sempre escuro

Durante o dia nega toda sua atração
Inibe toda rosa e aproximação
A noite quando vê que só lhe dão facadas
Percebe então que a noite é sol, solidão

Só lhe dão solidão...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sentimento Vermelho




Carrego em minhas veias
A cor de meu sentimento
Dou-te a flor cor de cereja
Explicitando meu intento

De querer-te ao modo meu
Impedir chuva de lágrimas
Percorrendo o peito teu
Desfazendo tragédia em sal

Minha noite, a Lua és tu
Envolvendo meu corpo nu
No amanhecer tu me despes ao Sol
E sem dó, me deixa ao pó e só

Surgindo o Sol, percebo em mim
A flor outrora presenteada
Ora acha lugar em meu corpo
Aquecida permanece entranhada

Tanto dentro ela está
Que sinto o corpo vibrar
Tenho gelo, e não só frio
Algo mais, e não de amigo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Bocas de Flores

Tulipas, girassóis, rosas e liz
Nascem, desabrocham em risos
São as bocas loucas que vi
Com viril odor me cativou

Do sabor, a essência plena
Doce, sempre prova ser
Como os passos em Viena

De seu espinhoso caule
O extremo é venenoso
Sua saudade é dolorosa
Fardo eterno de toda rosa

Consciência é insônia disfarçada
Paciência é a pressa domada
Esperança é nunca ser dominado
Por momentos, pressa ou aparência

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

AMORte

Parte d'onde se espera
Vida, amor, claridade ou cidade
Levado pela morte por quimeras
Sem se notar cor, raça ou idade

Toma o corpo dos que permanecem
Alegria regurgitada por felicidade
Da noite perfeita aos que não amanhecem

A brevidade da vida
Que certeza cruel
Num instante e... Passou!
Curta, vida, curta!

Busca bestial aos agrados
Para puro reclínio de enfado
Desejos longe dos sagrados
Consomem o ser mais amável

Bruxa que encontra brecha
Pr'assustar minha calma
Desmembrar nossa união
Quebrar do cupido a flecha

A moça que pariu amor e partiu
Negociou vida por morte
Deixou alegria por solidão
Caída ficou, à própria sorte

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Reza de Rosa Maria

Vou revisar a reza de Rosa Maria
Rever o que de errado lhe houve
A tranquilidade de outrora, ora agonia

A divindade traria felicidade
Mas tudo cai-nos ao inverso
A futilidade vindo em versos
E a culpa em cores diversas

Som de flauta vem e agride
O poste agora ao cachorro humedece
O idoso que de prazer padece

O medroso pula e cantarola
Numa corda mais que bamba
O coelho puxa o mágico da cartola
E o "Sepultura" toca samba

Quem me poderá explicar
Se a reza é pro milagre
Ou se só pra complicar
Se a reza de Rosa Maria veio contrariar

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Infinda Clausura

Clausura estúpida ora vivo
Ar e mais nada me acompanha
Torna-me fraco, mas nocivo
No medo que a noite emana

Cobra-se do culto silenciado
Que cesse o canto ao santo
Rotina lenta do sentenciado
Até o olhar fitado do carrasco

Me acelera o peito
Pensar no que virá ao fim
Me acalmo lentamente ao beijo
Que fiel a morte me traz

Seja Feita Sua Vontade

Seja feita sua vontade...
A madrugada que por direito é do sol
Por vezes desejei o dia pertencer a lua
Que escurecesse e eu ficasse só
Que cesse a prosa, escuridão sem voz

O sol surgir diariamente é egoísmo
O brilho diário é apaixonante
O apaixonado é tolo e quisto
Por isso surge e sai, só





Seja
preciosidade minha
Feita de pérolas e encantos
Sua voz em tom de ninar
Vontade minha em meus prantos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Boneca de Biscuit

 Quão distante se pode ver
Minha luz em teus encantos

Frágil boneca de biscuit
Meu calar ao ouvir teus cantos

Querer teu bem e além
Sonhar-te bem aqui
Insegura boneca de biscuit

Minhas mãos, teus braços
Meus pés, tuas pernas
Teu corpo em minha palma
Sou o aço em teu ímã

domingo, 2 de outubro de 2011

A Presente Ausência

Contradição
A presente ausência teima em ser
Indecência minha te querer ter
Todo bem viria pra sorrir
Toda vida seria uma busca feliz

Sei que libertino não sou,
Nem solto em meu próprio mundo
Descobri que só sou solto
Na escuridão e mar profundo

Afogado, afanado e violado...
Todo meu pouco prazer
Ora vive em si isolado
A essência eterna de meu ser

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Boas, Más Línguas

Bom caros amigos que apreciam a boa poesia, como puderam perceber, já faz um bom tempo que não venho postar alvos dos meus olhos em poemas... Mas a era escura está para ter fim e aqui vai mais um...


Dizem as boas línguas
Que as más são carentes
De carona, indo e vindo
Nunca as veem de frente

Covardemente verdes são colhidas
Ainda despreparadas e já arrancadas
Distantes, próximos, inimigas e até amigas


*Como sempre, palavras que cabem ao dia, tal qual o coturno aos meus pés.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Vida Pensa, Eu Passo!

Enquanto a vida pensa, eu passo...
O tempo lento que enfrento
Não importa o que ou quanto faça
A fraca carne cede sempre à faca

Se quando o sol surgir, não mudar
Não sei se voltarei a lhe dizer
Coisas que fiz com o tempo voar
Hoje, uma língua que não vais entender
Quando meu coração borbulhar
Alegria quando o pranto aflorar
É descobrir que o amor justifica lágrima
Até mesmo o oposto, desgosto não há

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Mundo Sempre Acaba... Na mesmice

Sou vazio como tua mente
Filho da desacordada causa nobre
Fruto de meus maiores temores
Dos finais improvisados

Motivos sempre desconhecidos
Para o morrer de mais uma rosa
Mais um trágico homicídio
Resultado da má prosa...

Notas que ora soam
Outrora felizes, agora infelizes
Jovem, jovem... As horas voam!
Também teus sonhos ardis

O Mundo sempre volta ao fim
Todo mundo é sempre assim
E morto, tenta o recomeço
A quem força falta, morre e fim!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Paz? Se fica a dor...

Às vezes a paz nos atinge
Quando estamos à sós...
Outras vezes nós atingimos a paz
Por estarmos acompanhados...

Paz? Se fica a dor?
Sei que não há, mas
Tanta história mal vivida
Pra entardecer mais vívido

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dormi, não por sono, mas...

Dormi, não por sono, mas...
Por esperança de ser melhor
Compreendido pelos demais
Dos quais a reação já sei de cor

Desmistifico sonhos mirabolantes
Escapo por entre dedos do tempo
Enquanto não chegar aos intentos
Ao resto do universo, um desatento

Loucura será meu novo nome
Sobrenome, totalmente mutável
Lá se vai o coração d'um homem
E entra agora um órgão mutante

E todo desprezo demonstrado
Será como um todo aniquilado
Da tua boca, quebrarei os dardos
Dos desastres, à você o enfado...


quinta-feira, 16 de junho de 2011

A Timidez da Lua

Tenho em mim uma vontade
Que aflora quando menos preciso
De esconder-me em verdade
Desejando não ter nascido

Sorrindo do meu jeito
Tudo como eu havia feito
Até me roubou do peito
O amor no calor de um beijo

Um planeta sobre minha lua
Uma mão sobre meu coração
O calor na noite mais fria
Amor que silencia sensações

Não vou a lugar algum
O eclipse, deixo de ver
Passo apenas a sentir
Por estar perto de você



terça-feira, 14 de junho de 2011

Obrigado

Por existir, por viver
Por nascer, por amar
E felizmente, amo você

E sobre o que foi dito
Tive que ouvir
Depois gastei meus gritos

Implorei uma volta
E toda escolta se desfez
Indefeso, novamente, chorei...

Sei do descaso que é
Uma flor do jardim arrancar
Eu de descanso preciso
Pra não ter que deixar de te amar

...Por tudo que me fez... Obrigado!
Sinto-me seriamente obrigado a retribuir-te todos os benefícios e males outrora feitos!

Obrigado!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Que Falta aos Amantes

Que falta aos bons de hoje?
Que hoje amam sorrateiramente
Não revelam seus amores
E morrem tristes silenciosamente

Olhos podem até dizer algo
Mas por elas nada fazem
As ações são para as mãos
E se vê com o coração

Alma, mãos, beijo e rosto!
Entoando em uníssono
A vontade de ter meu gosto
Inibindo algo que preciso

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Leve Revolta

Pensando em coisas velhas
Certas folhas urgem seguidas de galhos

Filas de desamores e blefes
Lembram-me que a vida é uma dívida

É quando me revolto
Envolto em epidermes alheias
E em toda esta loucura, vou e revolto
Os problemas continuam os mesmos

Me retiro em luto do que não resta
Foram-se os ídolos, forças e vidas
Toda alegria baseada na curta festa
Onde ao fim, sempre transitam feridas

terça-feira, 7 de junho de 2011

Olhares e Descobertas

O que vejo sobrepõe o que suponho...
Almejo ter comigo sincero olhar
De cinema, de novela ou de sonho
E da tua boca, o beijo, o molhar

Diga à todos nossa sensação
Segredos desvendados à dois
Do corpo, da alma e do coração
O que aprendi admirar depois...


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hoje, a noite - Amanhã, o dia

A noite que não teve dó
De permitir surgir o luar
Só, sentiu dó em me deixar... Só
E a lua ganhou outra em seu lugar

Os cenários construídos por nãos
Onde estive por longos anos
Desfazem-se frente ao amor
A beleza no fim do rancor

Do nascer ao feliz morrer
Não se tem maior alegria
Do tempo que passo em você
Mesmo que só por um dia

segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

O Grito Mais Silencioso



Estou a testar uma 'nova' forma de Postar...

Espero que gostem, a qualidade do áudio não é das melhores.. Mas vamos ver no que dá.

Abraços

sábado, 28 de maio de 2011

O Mundo Como Um Chá


Se tudo na vida fosse como é o chá
Que pudesse pôr açucar
E as narinas apertar

Poderia até tentar a vida alheia adoçar
Mas ao tentar apertar nariz
Acabaria por uma briga criar

O mundo seria diabético!

O mundo seria enjoativo...

O mundo já é enjoativo sem açucar!

Que diremos... Com!

Caixa de Pandora

Tal qual caixa de Pandora
São as palavras nunca ditas
Erros meus nunca aflorados
Tantos crimes, nenhuma pista...

Sente à mesa... Mais um jantar...
Um cotovelo após outro
Novamente o erro à mesa...
Farta ódio e falta óleo ungido

Uma taça de desgosto foi tomada...

Uma única razão, e... Separação!
É motivo pra deixar a vida...
Para deixar de ouvir a canção
Deixar nos pratos a comida

Faz de conta... Então!
Que toda dor foi pelo Não
E a praga foi meu erro
E não pelas coisas serem como são!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Grito mais silencioso...

O silêncio é o grito
Da necessidade presencial
E o grito incompreendido
É a necessidade da ausência

Sozinho não se vive
Precisa-se de estrelas
Que à lua acompanham
Sinto muito por não tê-las

Mar que a minha vida lava
Rio que acabou meu ar
Tirou-me de onde eu andava
Para entre espinhos caminhar

No caminho, espinhos me machucam
Os pés clamam com sangue, proteção!
O coração chora por nada poder
E eu por aceitar não te ter

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Poesia, Meu Abrigo!

Abrigo pra chuva é a árvore
Menos intensa fica, porém, densa
Poesia é a fuga da vida pro Poeta
Assim como a árvore aos mortais

Poesia não protege o poeta
Só condensa e infiltra a pele
Aprisionado na questão perpétua
Da dor que o amor empresta

Refúgio soado nota a nota
Esforço hereditário cultural
A música foge do silêncio
A língua se move impaciente

O ímpar não é feliz
O par separado não encaixa
O sol faz da lua aprendiz
E o ser parado, infeliz!

domingo, 22 de maio de 2011

Um bom dia

Bom dia parte do meu dia
Boa tarde demais quando veio
Boicotou minha noite que boa seria
Basta de ouvir tantos conselhos!

À destra minha, tanto amor...
Em mim, nada mais sobrou
Vivo apenas com o que me resta
Um destino pastor só me prega peças

Sobe chuva, desce onda
Suga o ar, em vez de expirar
Isopor afunda, em vez de flutuar
Tudo oposto e nada em lugar de...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Princesa à Bailar

Chamai, vozes, chamai
A todos os amantes convidai
Para a mais rara bailarina'preciar
Reis e Rainhas! À todos intimai...

Maior beleza doada de inocência
Ao longe, avista-se o brilho
Por mais bonequinhas que se inventem
Jamais herdarão o que carregas contigo

Pode ser que venha o dia
Da distância e da'lforria
Mas a flor que outrora via
Tatuada foi em beijo

Sob a paz, no sereno
Move o corpo e me desfaz
Traz à tona meus intentos
Que o navio, chegue ao cais!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E dente é idade? (Identidade)

De dente à idade...

Antes, a ausência de dentes dizia a idade, hoje, traduz o nível de acessibilidade!
Do cidadão que rouba pão, à maca que o carrega são...
Aos serviços públicos que ao público não serve...

Ahhh... E dente é idade?
Não, na identidade!

A 3x4 varia de posição social? De forma alguma, todo tamanho é normal...

sábado, 7 de maio de 2011

Às Mães dos Poetas...


Bênção noturna que desfaz insônia
Que pedi para em paz dormir
A preparação da redoma diária
P'ra que no dia não me distraia

Meu primeiro cenário, tua barriga
Escola p'ra mim, era tua vida
Foram meses vividos dia a dia
Do ventre (hoje) de uma boa amiga

Lutas, ruas, vitórias e histórias
A coexistência do caule, espinhos e das rosas

Quando indefeso eu chorava
Tuas palavras me acalentavam!
Minhas piadas, brincadeiras...
Tuas risadas e ataques de gargalhadas

Teus interesses em minhas horas
Saber quem a mim, namora
Quem comigo está no caminho
Teu medo quando ando sozinho...

Entendo que isso é o quedefendo,
Do Amor sou defensor,
Do teu cuidado eu dependo,
E os cuidados do meu Senhor...





"O poeta chora, o poeta dá risadas, tem sentimentos e necessita de compreensão... Uma mãe compreensiva é o sonho do poeta!"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

...'MaisCaro'...

Disfarço-me, mascaro-me
E quando usamos tais máscaras
O oculto, torna-se raro
Cada vez involuindo mais


Na história poucos se mostraram
Quem escreveu, expôs-se mais
Poucos são os que sobraram
O que faço, a máscara que faz

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Estrelas na Parede

http://www.illusionspoint.com/wp-content/uploads/2010/09/scary-optical-illusion-10.jpg
O que pensava serem estrelas
Eram só luzes na parede
Os risos que desdenhei
Eram sujeiras em minha rede

A janela, uma pintura, e só
A felicidade nos rostos
Era maquiagem, e todo o resto
Um fingimento em fim de festa


De alicerces, à explosivos
De amor e historinhas,
Ao desapego e desordem
Ilusões apenas    minhas!

Já é noite, nada mudou
Escureceu desde o acordar
Fez sentido o que exalou:
"Não me tratam com amor!"

terça-feira, 26 de abril de 2011

Antes e Depois do Amor... a.A e d.A

Se o mar pudesse secar
As areias em vez de molhar,
E o que não fizesse sentido hoje
Meu senso pudesse explicar...


Incompreendido, hoje, é o fim
Disparos, procrastinados, de conversas...
Antes de brotar, não era assim
Puro, sensível e em gozo submerso
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Álvares de Azevedo (São Paulo, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, 25 de abril de 1852)

No aniversário de morte de um nobre romântico, venho aqui expôr alguns de seus versos...




Amor

Quand la mort est si belle,
Il est doux de mourir.
V. HUGO

Amemos! quero de amo
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu!
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança!
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela, Minh'alma, meu coração...
Que noite! que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento,
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

(Extraído de "Lira dos Vinte Anos" - 1853 - Álvares de Azevedo)

domingo, 24 de abril de 2011

Servirei ao meu Amor assim...

Quero ao meu amor servir
Como concha, ao dormir,
Travesseiro, ao adormecer do sol,
Sol, que no dia, sai a causticar

Enquanto amor não tenho,
Vivo apenas por me cuidar
Sem dizer de onde venho,
Mas, buscando a quem amar

Amar à todos, disse O Criador
Compartilhar comigo a dor
Que hoje sofre a fronte do poeta,
E do vasto caminho liberta

Dai-me oh veredas...
Sinais de tua existência
Sem atalhos não alcanço
Aceito toda subserviência!

Com quem anda o Poder?

Com quem estaria o poder?
De alterar a forma de amar,
Modificar a maneira de viver,
Ir adiante, sem desconfiar...

O lado mais forte de uma ponte
Se existisse seria o meio...
É onde os rios se escondem
E os moradores, ao seu leito

O reflexo que emudece a fala
Por já te ver em mim
Todo esforço faz a imagem calar
Não foi escolha minha, viver assim

Sem perceber, me perco
São laços dos teus cabelos
As pistas que me guiam
Não me permitem o desespero

Melhor Desafeição...

A melhor forma de desafeição...
Não única, mas melhor
É ter o carinho aquinhoado além,
Não prender-se apenas um alguém
Guiar o sentimento com maestria
É um dom, que provém da coragem...
Lealdade? Pode te levar ao auge
Ou derrubar-te por inteiro
Basta amarem-lhe apenas a metade
Leva-te às portas do inferno,
Te faz ver o que nunca sonhastes
O que tem origem em teus pesadelos
Ao mais profundo desalento
Não mais amar, eu tento...
Controle há nas mãos, não no coração
[...]

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não se pode escolher a quem amar

...não se pode controlar...
Qual o preço da partida?
O escárnio de uma vida
Discipulos indisciplinados são...
Corpo, alma e coração



Cavalgando sem guia
Pode ser noite ou dia
Não se pode controlar
Não se escolhe a quem amar



Da boca, um sorriso
Do coração, o que preciso
Da ausência, o bom frio
De um ombro, choro amigo




terça-feira, 19 de abril de 2011

Quanto vale um "Boa noite!"?

Não tem idade, cor ou sexo...
          Numa noite qualquer, nenhum cidadão sequer o respondeu... E de onde não se esperava veio o Boa noite, recíproco e dotado de atenção, foi direcionado ao que por muitos é considerado como inútil e condenado à desilusão, a indifereça.


          Noites frias, descoberto à deriva no mar de rosas mortas, esperanças vindas das calçadas ou avenidas, cada sinal é um ponto de trabalho, moedas que como retalho formam um recido, insuficiente até para encobrir a fome sentida na mesma hora dos que comem café, almoço e janta em seus devidos horários...


         Malabarista, palhaço, vendedor de feijão, morango ou doador de tristeza, distribuem de forma descontrolada a consciência de problemas sociais, mas poucos tomam para si.


          A necessidade não é só de moeda, migalha ou cigarro... A necessidade vai além... O desejo de um simples "Boa noite!" é gratificado tanto quanto uma nota de 100 reais.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Noite, triste noite aquela...

Noite atormentada pelos espíritos do maldizer, antigas cantigas ressoam vindas do norte, que é pra onde vou. Recriou-se o clima de fim de ano, despedida e desengano.


Das portas que outrora envaideciam-se a fechar, agora permanecem abertas, nem paredes neste instante me cercam, sou livre e deixarei voar os pássaros que traziam cores à minha vida, mas permanecerá viva na memória...


Cantigas de roda...
Antigas  e uniformes...
O Gigante do João do Pé de Feijão...
O Lobo mau...
O Dragão do Castelo...
As bruxas presentes...



Bruxos, ogros e trolls...

Todos se mostram com feição de finais, assustadores e malvados, sempre vencidos por príncipes e heróis!



Todos precisam de inícios, meios e infelicidades.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Sopro na Chama

Soprar faz desfalecer pouco fogo
Soprar alimenta o que não é pouco
Brilha, não mais como deve
A distância, que a ausência a leve

Um tem um cobertor para abafar
O outro as mãos, e só...
Da chama mais alta que tive
Pr'apagar, e sem motivo ir ao pó

Do que veio ao que vier
Não mais darei origem
Acontecerá, se for pra ser
E o fim, então, sem mais vertigem

Bandeiras à meio mastro
Luto agora, pra não ser luto

sábado, 2 de abril de 2011

Lebre livre, é O Poeta!

Aguçado senso, agora dorme
Não de morte, mas de descanso
Liberto, corre ID à flora
Segue afoito e não mais manso


Lá se vai o sequelado
Escondendo-se rostos à fora
Segredos irreveláveis
Pelo medo dos poetas de outrora



Do feto desfeito
Pelas mãos do desrespeito
O livrou do afeto
De um mundo que é de espertos

Um pouco dO Poeta

O Poeta ama as palavras
Tal qual elas a gramática
Que ordem as impõe
Sem uso da má temática


Com ou sem estas persiste
Seja ódio, amor ou dor...
À borboleta ele ensina
Que é sina sua virar flor e não bolor


Rosa murcha não é morta
Quando ainda é madrugada
Tristeza bate, caso acorde
Rios de pranto mancham o manto


Este é O Poeta sentido
Permanece a minha cisma
E me encontro com perdidos
Ao forte e fraco sempre ensino

domingo, 27 de março de 2011

Por tudo que lhe for mais passado!

Por todos os pneus furados
Por toda vidraça hoje fosca
Por toda madeira apodrecida
Por todo o amor merecido

Por todos os cacos que cortaram
Por
toda lareira outrora acesa
Por toda paisagem na mente gravada
Por todo beijinho infantil

Por ruas tranquilas e frias
Nas noites nuas e feias
Chuva caindo de leve
Ódio e rancor me perseguem

segunda-feira, 21 de março de 2011

Do Amor ao Rock'n'Roll!

Saudações de quem amou
E da viagem retornou
E de tanto desamar
Hoje toca Rock'n'Roll


Bem mais nova do que eu
Atirada e beijoqueira
Não sei se já percebeu
Tão importante quanto arroto


Mas o que ela faz bem
Hoje em dia eu valorizo
Deve ter feito em mais de cem
Isso eu não priorizo


Força de barata,
Sua boca é um caixão
Só usa roupas caras
O coração é um carvão


Por: Qualquer um que não eu

Garota Guilhotina

Vem de onde não vejo
Mas sei quando ela vem
Ameniza'a bela dor
Que tem me feito refém

Além da minha dor
Ainda mata meu tédio
Sabendo que pro amor
"Entra e sai" é um bom remédio

Em vez de cortar cabeça
Me pag'uma cerveja
Com ela nunca é tarde
Condenado à liberdade
- Eu vou vivendo em você...

Garota Guilhotina, liberdade é tua sina...
Garota Guilhotina, tua beleza é assassina!



Por: Qualquer um que não eu

domingo, 20 de março de 2011

O que um dia foi flor
Hoje é uma pétala, e só
Tão individual quanto a dor
Levanta vôo e carrega pólen

Separa-se para renascer e da pétala o pólen se esvai
Oriundo de grandiosa beleza
Hoje a beleza se refaz

Ontem não fui quem hoje sou
Onde eu era ou para onde vou
Por qual razão existo ou para que insisto
Se nada que fazes me causa terror

quinta-feira, 10 de março de 2011

Música é como...

Músicas são pinturas
Expressam tanto quanto dizem
Sorrisos e amarguras
Maldição nos que maldizem

Acalentam o ódio imposto
Dissipa o câncer espiritual
Instrumento de encobrir o rosto
Muito além do visual

Adoça o maior salgado
E quando termina é triste
O palhaço era engraçado
E o sorriso não mais existe

quinta-feira, 3 de março de 2011

Feliz sou eu...

Feliz é ser uma casa e ter alicerce
É ser planta e ter raiz
Ser humano e pés nas nuvens
Tomar banho em chafariz



Felicidade é se relacionar e ter princípios
É manter e não ter reinícios
Enraivecer-se e logo não ter indícios

O que é, então, a felicidade verdadeira?
Interna ou Externa?
Existe?

Precocidade

Tudo que é precoce, é precoce em tudo!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sonhei... E só em sonhar... Vivi!

Voei em sonhos à um lugar
Onde o amargo tem mais sabor
E o fidalgo tem mais valor
E se tem tão pouco tanto rancor



Só em sonho, isso vai ficar
Uma devassidade ao que é normal
Realidade só de quem ousar
Viver fora, não só na cidade

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O.dia.do... Acidente!

Quanto ao carro que passou
Não tinha nome ou cor
Foi-se e nem mesmo buzinou
Permaneci, desvanecendo-me em dor

Com que velocidade se foi?
A mesma que veio
Que o deixou sem nome e cor
Até hoje foi e não voltou

Da forma que ele nem tinha
O rastro que ficou foi de ódio
Sirenes apagadas acima
O mau sentimento que aflora

Tinha a cor do vento
O sabor neutro
O formato do ar
Sem vontade de amar...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amorenando-se...

Espadas são curtas frases
De afiadas fibras firmes
Feitas de amor, fio à fio
Gumes mortais e frios

Melhor te ver da arena
Do que de perto amo'rena me ver
A distância me deixa pequeno
E o teu amor me faz crescer

De onde estiver, converso
Serei o autor da prosa
Idealizador da entrega da rosa
Deixo a entender justo o inverso

Em vez de cinzas
O puro pólen
Saúdo a primavera
Me recuso ao inverno

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Que tempos são estes? De amor não se fala...

Falar de amor em tempos de horror
Sanar a dor é parte do fracasso
O grito de socorro comum ao amor
Ódio, eterno caminho ao insucesso

Mais fácil matar do que amar
Não se mata mais de amor
Hoje a morte é por 'amar'
O cruel assassinato de uma flor

Satisfazer os prazeres e só
Desfazem a magia do amor
Somos carne que volta ao pó
Nasce, (sobre)vive, morre e só

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Aparente, mente!

A compreensão, ou o entender, vai além da distância, depende de outras muitas coisas...

As aparências enganam...
O aparente, mente!
No fim da amizade reclamam
Por descobrir que no final, mente!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amanayara

Aventurar-se e comandar
Arriscar e ordenar
De correr à passear
Doce ou salgada, vem agradar

Forte ou fraca ela molha
À amostra ou escondido
Faz carinho em cada folha
Quando chega causa o frio

Sua força é em Março
Ultimamente não tem época
Em sua presença me desfaço
Não há tempo para seca


*Amanayara = Ama da Chuva.

Medo de perder = Ciúme

O que te põe medo?
Te aflige e faz recuar?
Temes sentir dor?
Ou tens medo do amor?

Devias amar sem medo
Avançar na aflição
Suportar os infortúnios
Amar cada vez mais cedo

O medo da perda me fez perder
O medo do escuro fez me perder
Por medo da dor, perdi de aprender
Sou mediador, da coragem e amor!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ousadia = Vitória


A ousadia faz vencer
Quem não acredita ser
E a poesia como navalha
Fazendo a tristeza esmorecer

Na verdade eu minto
Às vezes me sinto
Como se não houvesse brilho
No sol ou no sorriso de um amigo

A vitória vem ser aliada minha
Vive por respirar palavras
De incentivo em todos os sentidos,
Dos amores outrora mentidos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Extra-terrestre Inverso

Estranho é ser bom
Extra-terrestre não é daqui
Pode ser de outro país
Que vem me fazer sorrir
Fazer coisas que nunca fiz

Pode ter vindo de outra mente
Ou dos seus limites sensoriais
Onde sempre tem quem invente
Terra de devaneios memoráveis

Que sabor tem os novos manjares?

Qual o prazer sentido na ponta dos dedos?

A vontade de vencer todos os medos...

Os normais e terráqueos não podem fazer, então nós os anormais seguimos com isso...

Essa loucura de fazer o que não pode e arriscar todos os riscos.

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