sábado, 26 de fevereiro de 2011

O.dia.do... Acidente!

Quanto ao carro que passou
Não tinha nome ou cor
Foi-se e nem mesmo buzinou
Permaneci, desvanecendo-me em dor

Com que velocidade se foi?
A mesma que veio
Que o deixou sem nome e cor
Até hoje foi e não voltou

Da forma que ele nem tinha
O rastro que ficou foi de ódio
Sirenes apagadas acima
O mau sentimento que aflora

Tinha a cor do vento
O sabor neutro
O formato do ar
Sem vontade de amar...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amorenando-se...

Espadas são curtas frases
De afiadas fibras firmes
Feitas de amor, fio à fio
Gumes mortais e frios

Melhor te ver da arena
Do que de perto amo'rena me ver
A distância me deixa pequeno
E o teu amor me faz crescer

De onde estiver, converso
Serei o autor da prosa
Idealizador da entrega da rosa
Deixo a entender justo o inverso

Em vez de cinzas
O puro pólen
Saúdo a primavera
Me recuso ao inverno

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Que tempos são estes? De amor não se fala...

Falar de amor em tempos de horror
Sanar a dor é parte do fracasso
O grito de socorro comum ao amor
Ódio, eterno caminho ao insucesso

Mais fácil matar do que amar
Não se mata mais de amor
Hoje a morte é por 'amar'
O cruel assassinato de uma flor

Satisfazer os prazeres e só
Desfazem a magia do amor
Somos carne que volta ao pó
Nasce, (sobre)vive, morre e só

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Aparente, mente!

A compreensão, ou o entender, vai além da distância, depende de outras muitas coisas...

As aparências enganam...
O aparente, mente!
No fim da amizade reclamam
Por descobrir que no final, mente!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amanayara

Aventurar-se e comandar
Arriscar e ordenar
De correr à passear
Doce ou salgada, vem agradar

Forte ou fraca ela molha
À amostra ou escondido
Faz carinho em cada folha
Quando chega causa o frio

Sua força é em Março
Ultimamente não tem época
Em sua presença me desfaço
Não há tempo para seca


*Amanayara = Ama da Chuva.

Medo de perder = Ciúme

O que te põe medo?
Te aflige e faz recuar?
Temes sentir dor?
Ou tens medo do amor?

Devias amar sem medo
Avançar na aflição
Suportar os infortúnios
Amar cada vez mais cedo

O medo da perda me fez perder
O medo do escuro fez me perder
Por medo da dor, perdi de aprender
Sou mediador, da coragem e amor!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ousadia = Vitória


A ousadia faz vencer
Quem não acredita ser
E a poesia como navalha
Fazendo a tristeza esmorecer

Na verdade eu minto
Às vezes me sinto
Como se não houvesse brilho
No sol ou no sorriso de um amigo

A vitória vem ser aliada minha
Vive por respirar palavras
De incentivo em todos os sentidos,
Dos amores outrora mentidos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Extra-terrestre Inverso

Estranho é ser bom
Extra-terrestre não é daqui
Pode ser de outro país
Que vem me fazer sorrir
Fazer coisas que nunca fiz

Pode ter vindo de outra mente
Ou dos seus limites sensoriais
Onde sempre tem quem invente
Terra de devaneios memoráveis

Que sabor tem os novos manjares?

Qual o prazer sentido na ponta dos dedos?

A vontade de vencer todos os medos...

Os normais e terráqueos não podem fazer, então nós os anormais seguimos com isso...

Essa loucura de fazer o que não pode e arriscar todos os riscos.

Seguidores

Tradução