terça-feira, 19 de abril de 2011

Quanto vale um "Boa noite!"?

Não tem idade, cor ou sexo...
          Numa noite qualquer, nenhum cidadão sequer o respondeu... E de onde não se esperava veio o Boa noite, recíproco e dotado de atenção, foi direcionado ao que por muitos é considerado como inútil e condenado à desilusão, a indifereça.


          Noites frias, descoberto à deriva no mar de rosas mortas, esperanças vindas das calçadas ou avenidas, cada sinal é um ponto de trabalho, moedas que como retalho formam um recido, insuficiente até para encobrir a fome sentida na mesma hora dos que comem café, almoço e janta em seus devidos horários...


         Malabarista, palhaço, vendedor de feijão, morango ou doador de tristeza, distribuem de forma descontrolada a consciência de problemas sociais, mas poucos tomam para si.


          A necessidade não é só de moeda, migalha ou cigarro... A necessidade vai além... O desejo de um simples "Boa noite!" é gratificado tanto quanto uma nota de 100 reais.

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