segunda-feira, 17 de outubro de 2011

AMORte

Parte d'onde se espera
Vida, amor, claridade ou cidade
Levado pela morte por quimeras
Sem se notar cor, raça ou idade

Toma o corpo dos que permanecem
Alegria regurgitada por felicidade
Da noite perfeita aos que não amanhecem

A brevidade da vida
Que certeza cruel
Num instante e... Passou!
Curta, vida, curta!

Busca bestial aos agrados
Para puro reclínio de enfado
Desejos longe dos sagrados
Consomem o ser mais amável

Bruxa que encontra brecha
Pr'assustar minha calma
Desmembrar nossa união
Quebrar do cupido a flecha

A moça que pariu amor e partiu
Negociou vida por morte
Deixou alegria por solidão
Caída ficou, à própria sorte

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Reza de Rosa Maria

Vou revisar a reza de Rosa Maria
Rever o que de errado lhe houve
A tranquilidade de outrora, ora agonia

A divindade traria felicidade
Mas tudo cai-nos ao inverso
A futilidade vindo em versos
E a culpa em cores diversas

Som de flauta vem e agride
O poste agora ao cachorro humedece
O idoso que de prazer padece

O medroso pula e cantarola
Numa corda mais que bamba
O coelho puxa o mágico da cartola
E o "Sepultura" toca samba

Quem me poderá explicar
Se a reza é pro milagre
Ou se só pra complicar
Se a reza de Rosa Maria veio contrariar

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Infinda Clausura

Clausura estúpida ora vivo
Ar e mais nada me acompanha
Torna-me fraco, mas nocivo
No medo que a noite emana

Cobra-se do culto silenciado
Que cesse o canto ao santo
Rotina lenta do sentenciado
Até o olhar fitado do carrasco

Me acelera o peito
Pensar no que virá ao fim
Me acalmo lentamente ao beijo
Que fiel a morte me traz

Seja Feita Sua Vontade

Seja feita sua vontade...
A madrugada que por direito é do sol
Por vezes desejei o dia pertencer a lua
Que escurecesse e eu ficasse só
Que cesse a prosa, escuridão sem voz

O sol surgir diariamente é egoísmo
O brilho diário é apaixonante
O apaixonado é tolo e quisto
Por isso surge e sai, só





Seja
preciosidade minha
Feita de pérolas e encantos
Sua voz em tom de ninar
Vontade minha em meus prantos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Boneca de Biscuit

 Quão distante se pode ver
Minha luz em teus encantos

Frágil boneca de biscuit
Meu calar ao ouvir teus cantos

Querer teu bem e além
Sonhar-te bem aqui
Insegura boneca de biscuit

Minhas mãos, teus braços
Meus pés, tuas pernas
Teu corpo em minha palma
Sou o aço em teu ímã

domingo, 2 de outubro de 2011

A Presente Ausência

Contradição
A presente ausência teima em ser
Indecência minha te querer ter
Todo bem viria pra sorrir
Toda vida seria uma busca feliz

Sei que libertino não sou,
Nem solto em meu próprio mundo
Descobri que só sou solto
Na escuridão e mar profundo

Afogado, afanado e violado...
Todo meu pouco prazer
Ora vive em si isolado
A essência eterna de meu ser

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