quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Catavento



Quero não te ter enquanto eu mesmo não me tiver
Tanto que me houve e ninguém me resolveu
Não consigo me pensar e sentir meu gosto
Cada volta do catavento eu mesmo reinvento...
Meu senso chega sem nexo, teimo e deixo
Envolvo-me com o incerto e visto forte cor
Furta cor, forte o vermelho... Fostes o desejo meu
Hoje não há mais cor sua no meu preto e branco
Amorenada, avermelhada, tão adorada...
Sem mais memórias minhas em ti
Sem lábios em corpos...
Sem lágrimas em copos...
Quando o ciúme envolve o sopro,
E todo vento é vento morto,
Vento em putrefação com os efeitos de um morto amor.

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