terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tempo de Pesar

Tempos estes, diferentes
Animais racionais feito gente
Animais do que você, entendem...
Que quem erra, se arrepende

Quem prende, perde e sofre
Quem sofre aprende a perder
Sente o que é cair sem sorte
Sente-se até chegar a morte...




O adeus ressurge
Outros demônios retornam
Perco-me entre rugidos
O medo pelas mãos me toma

Faço preces, cubro a face
Solto gritos, sou bonzinho
Mal repouso, pobre insônia
Nem durmo, pobre, nem sonha

2 comentários:

ArT-O disse...

Tempo de pensar, em frente ao mar.. Lembrar de velhas canções. Tempo de pensar para onde vamos, e quem vamos levar na bagagem.. Pensar se deixamos a casa arrumada antes de dizer "adeus".. as preces nunca respondidas, os sonhos que se confundem com a realidade... Bela poesia Almyr, provocante e intrigante.

Almyr Rodrigues disse...

Em frente ao mar... Lembrou bem, nobre Artur! Velhas canções, aproximando cada vez mais o pranto tardio.

Obrigado

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