quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Da Concha

Mother
Não é, não foi, não seja
Não, mãe, não? Não!
Eu, mero projeto 'interminado'
De afeto, homem ou mulher

Que vivo, que vida viúva tem
Da culpa, dá culpa
Na cópula o surgir
Na cúpula me criastes

Protege, sedando com carícias
À todo ciúme adotado
Por controle ao meu respirar
Que aos poucos me vem a matar

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Poema do Amor Vazio

É limpo, vasto e calmo
Perpétuo, carente e solene
Eterno caçador de amores
Feitos de palavras ocas

Como o bambu enverga
E sendo oco não quebra
O amor vazio
Poupa o portador

Um viver sem lei
Alguém ao seio meu
Que não sei mais
Por que acorda em mim

Não acordas envolvendo-me
Não há cordas tuas
Estou vazio e não prendo
Compreendo o que preciso

Nada vejo nos olhos
Nada sinto de poético
Sem acordes que emocionem
Sem o risco diabético...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

É Teu - Parte I

Tens a cor do amanhecer
O azul em teu corpo nu
Teu contorno que me cega
E teu riso que me alegra

O toque no manto natural
Que encobre a beleza real
Expõe a fronte que esconde
Sua inteligência viral...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

É Um Amor <=> Ser Louco

Ei, acorda! Pierrot, ACORDA!
Colombina não merece Pierrot
Deve parar de chorar
Lenços... E faça-se um Bobo*
Pierrot há de se casar... Há de caçar...

Não perca a pose, não solte o botão
Nem de todo botão cresce um amor
Há o odor, busca-se a rosa
Mas não floresce, de dor padece

Volto pra casa como quem cansa
Quem de dança se esbaldou
E a alegria na praça, ora findou
Alegria era cachaça, não durou...



*Bobo da Corte

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

(In)finito

Uma nação de um homem só
Sutilmente me repreendo
E parece não adiantar
Sempre acaba
Assim

.
Crio
Recomeço
Revivo minha alegria
Universo, pequeno é o príncipe
'Say' que eu estou sozinho
Saí ao teu lado mas...
Ainda assim perdi
Voltei a ser
O Sol
Nu
.
Acabou
Acabei dividindo
Estou em tantos corpos
Que não sei mais do meu idioma
Minha língua não fala mais o que penso
Me tenho em todo beijo que já dei
Falta muito de mim aqui
Falhas expostas
As respostas
Não tenho
Termino
Sóbrio

S...
=X=

Mea Mortis

Fui vítima do sofrimento alheio
Não foi por não ser meu
Mas por ter sido partido ao meio
Em meio ao que foi injusto...

As penas encobriam os choros
E o manto se fazia negro
Que degradava o pranto
Sem obstruir a tristeza

Pernas que não se movem
Choro como a chuva o faz
A morte mais que minha
É minha intensa nuvem...




Derramo o que não tenho
Sobre o túmulo do meu... Do eu...
Doeu me ver imóvel
Um ser nunca, outrora, dócil

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnival

Com tanto carnaval nas ruas
Infestando a falsa cidade de felicidade
Escondendo a morbidez que tem a Segunda
Pr'onde vão com tanta falsidade?

Sacrilégios

Tuas lágrimas vão ao chão
Gotas leves de decepção
Caem e filtram-se no solo
Tornam em lençol, freático até que me falte

O lenço que outrora lhe secou
É lençol que encobre o lado meu
Escondendo meu eu de todos
Ocultando meus sacrilégios...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

cAntiga

"Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar!"
Vou correr a rua inteira
E a bandeira capturar!

A cantiga é antiga
Não é fácil perdoar
Mas o amor, só por ser pouco
Rapidinho se acabou... E apagou...

Apagou a fogueirinha
Que já queimou o meu amor
Há uma dança que traz chuva
Chuva que não cause dor

Sou da terra, fui normal
Minha vida então mudou
Era bom, hoje sou mal
O balão que caía, voou

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As Mesas

DeviantArt.com
Venham então todos à mesa
O carimbo corre solto
Senta-se o chefe e os servos
Entro, eu, com cobertor social envolto

Tomo agora uma mesa
Onde vence a beleza
Natureza errônea
Pois a vida é a incerteza

Há então outra mesa
Amizades que surgem
É no bar em que conto
Os desamores que urgem

É na mesa que eu sirvo
É na mesa que sou servido
Sentado à mesa, sou servo
À mesa, à mesa, à mesa

Após minha morte permaneço
Numa mesa de autópsia
Por mais que não queira
Vez ou outra pereço

Mas não fico sozinho
Se na mesa há lugar
Alguém sempre acompanha
Como em mesa de bar

Não há não se entregue
E que ao amor renegue
A tristeza de se lamentar
Como é bom um dia amar

Uma outra onde assento
Redescubro, eu aprendo
Onde vai mais um acento
Pra que saiba sempre mais...

Sem saber

Pássaros Sem Máscaras

Preciso de um lugar com pássaros
E não com máscaras
Com um tempo que não passe
E não um tempo que me mate
De um lugar ao sol, não à sombra
Onde possa desejar o possível
Por já ter o impossível em mim...

Poema Azul

Olha, olha o poema que corre em minhas veias... Vês o quão azul me corre, me ocorre que o azul é cor de morte, o poema é minha morte... Há mais azul em meu sangue, que vermelho, há branco mas não há paz. Não há com o que se preocupar, se a morte poética é meu caminho, e o modo de revirar a vida é suscitar tristeza, eu vivo, mas sem medo do que me é azul.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Língua Fria

O frio é triste,
Mais triste ainda é tua ausência, oh frio...

É alegre meu sol,
Em dias quentes, desisto e insisto pra que entre...

Tal qual a pele que retém a luz
É o ser que absorve e não elimina o calor...

Amor próprio propõe o orgulho,
Causa o murmúrio, suscita a má língua...

O perto é bloqueado à choque,
E o toque é considerado a morte

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Não Há Esquecer

Não há em mim esquecimento
Acontece e, simplesmente, nunca perco
Só me perco, mas não perco minha dor
Perco-me, então, nas boas fendas do amor

Perdoar faz de uma amada, feliz
Mas de um amante, triste
Gerando uma revolta armada
No que, em amar, insiste

Verei o que seria melhor...
Já não posso mais ver
Quero mas não te quero
Ser o poeta, ser o...

Acabou.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Não Há Rumo

Há mais de uma semana
Não arrumo meu quarto
Não há rumo em minha vida
É quando penso ser o fim desta lida

O sol passeia pela janela
A lua decide ser um só raio
E o escuro me satisfaz
Portas e janelas por ora fechadas

Teu murmúrio em minha ausência
Consciência minha acalma alma tua
A lama cinzenta e inútil sob tua face
Encobre o mais avermelhado coração

Há mais de três, minutos
Que não lembro de você
E precisas entender
Que lembrar, já é esquecer

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Depois da Guerra

Depois da guerra prometo ser São
Santo eu, depois da morte tua
Minha guerra, meus inimigos
Cansados e todos de almas nuas

Tenho sangue em minhas veias
Uso o pranto da mãe alheia
Pra lavar o sangue fraterno
Que ao meu coração incendeia

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Má Temática

E é na vida...
Trata-se d'uma vontade desvairada
Do livre com munição libertina
Cruzar o horizonte infinito
...

Despedaçar o medo com os dentes
Entrelaçar os dedos e torcer
Jogar-me ao mundo imundo
E o mundo que me ature viver...

Preocupar-me com o mínimo
Esquecer os máximos
Sentir-me multiplicado
À beira da igualdade...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Mensagem

                     A mensagem a mim passada
Como massagem ao 'sentir'
                    Que eu deixo em mim guardado
        Do viver, mais que fingir

A serenata silenciosa...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Acordar sem Teu Lado

Se amanhecer e não me tiveres
Os sustos não serão só seus
Minha coragem em deixá-la
Recusar o calor dos seios

Outros ares que não os de tua boca
Outros males que não teu amor

Há quem de louco me chame
Não há um normal que me compreenda

Nenhum mal que tenha feito
Faz com que me arrependa

Há loucuras... As loucuras... Às loucuras...

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