sábado, 11 de fevereiro de 2012

As Mesas

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Venham então todos à mesa
O carimbo corre solto
Senta-se o chefe e os servos
Entro, eu, com cobertor social envolto

Tomo agora uma mesa
Onde vence a beleza
Natureza errônea
Pois a vida é a incerteza

Há então outra mesa
Amizades que surgem
É no bar em que conto
Os desamores que urgem

É na mesa que eu sirvo
É na mesa que sou servido
Sentado à mesa, sou servo
À mesa, à mesa, à mesa

Após minha morte permaneço
Numa mesa de autópsia
Por mais que não queira
Vez ou outra pereço

Mas não fico sozinho
Se na mesa há lugar
Alguém sempre acompanha
Como em mesa de bar

Não há não se entregue
E que ao amor renegue
A tristeza de se lamentar
Como é bom um dia amar

Uma outra onde assento
Redescubro, eu aprendo
Onde vai mais um acento
Pra que saiba sempre mais...

Sem saber

2 comentários:

Clézia Cavalcante disse...

*----------* belíssimas palavras

Almyr Rodrigues disse...

Ahhh.... Muito obrigado Nobre Srtª.. rsrs

Um beijo!

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