terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mea Mortis

Fui vítima do sofrimento alheio
Não foi por não ser meu
Mas por ter sido partido ao meio
Em meio ao que foi injusto...

As penas encobriam os choros
E o manto se fazia negro
Que degradava o pranto
Sem obstruir a tristeza

Pernas que não se movem
Choro como a chuva o faz
A morte mais que minha
É minha intensa nuvem...




Derramo o que não tenho
Sobre o túmulo do meu... Do eu...
Doeu me ver imóvel
Um ser nunca, outrora, dócil

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