domingo, 25 de março de 2012

Nunca Olhar

É por muito saber
(Que) Não atende ao desejo
De direcionar o olhar
Teme cair de amor

Almas recém
Sentimento
Sem medo e medidas
Sem métrica no poema

Desordem de uma ótica
De outra é metódica
Canção em prosa
Cansam da reza sobre rosas

O falar ininterruptível sobre amor
Sobre o mascarar e sofrer dos poetas
Sobre flores, dores e atuações
Sobretudo a nossa vida

quinta-feira, 15 de março de 2012

Cadentes

Cadentes

De um amor por perto
Quero esperar o incerto
Espiar, deitado, o céu
Em meio ao luto, brilhantes...

Cadentes, tridentes, ascendentes
São estrelas, punições e profecias
Pedidos perdidos em incertezas
Que eu fiz por inocência

Cortando o céu, como a um véu
Estão os anjos de desejos
Pedidos meus por ti
Deitados encaixados e perfeitos...

Olhos que fechados avistam
Ouvidos insensíveis que ardem
'A pele que habita no esconderijo do alto'...
Compreensão e brilho, desejo indecente

quarta-feira, 14 de março de 2012

Olhos de Pranto

Que os olhos de pranto não me encontrem
Que me cerquem, mas não me toquem
Me vejam, mas não insistam
Em colorir-me com a vermelhidão da dor

Da mente, que desmente o que faço
Que razão não precede o amor
E amor não vem do coração
É o que me faz esquecer da canção...

Que eu chore, que planeje
E o meu peso, posto que é pranto
Não há força que me impeça
De viver mais um amor, um encanto.

segunda-feira, 12 de março de 2012

As Pegadas


Certos lugares jamais me terão,
Nunca pertenci como um feto à mãe
Há solos que não serão pisados
Nem tocados sob o chão



Decidi não ir mais a lugares onde minha presença é igual a minha ausência.
Há quem diga que a diferença sou eu quem faço... Mas uma boa parte é a indiferença de quem vê.

Mulher do Sol

Como decifrar o ser "ela"
Reconhecemos o que é d'ela'
Navegamos no infindo horizonte
Em terras de fadas e sem escuridão

As expressões familiares
São de filhas à mãe
De mim recolhe as agruras
Retoma e me faz seguir

Torna dança a triste sonoridade
Traduz no corpo o poema
Reluz a melodia e seduz...

sábado, 10 de março de 2012

Poema Meu

De volta ao mundo
Onde me inundo
Do que é profundo
Em tudo, contudo, sou nada.

Minha própria guerra mundial
Não termina, só alucina...
Insano persigo o final
Como a linha que me deu a vida

São elas parte do meu todo
De meu eu, poema meu...
Poema teu que aflora em mim
Somos todos nós, um.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Morte do Poeta

Ele morre.
O Poeta cai, e enorme é a dor.
Ninguém nota a carne em pedaços
Do sentimento que se fez verbo.
Pr'onde foi a alma da mulher que teve medo de morrer?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ser Um Ser

Ser um ser, humano em um plano
N'outro irracional e insano
Ser jogado ou sentir jogar
Amar e estar sendo julgado

Amando ao amargo sabor
De não ser amado
E desejar que seja dormindo
Que me chegue o fim do apego

Esquecer muito de ti em mim
Conhecer cada escolha tua
Com sal ou açúcar assim...
O sabor de quando não havia fim

terça-feira, 6 de março de 2012

Sensações

Down

Algo esta acontecendo... O que será?
Algo que me toma um sentimento, uma sensação, boa ou ruim?
Não sei lhe dizer, apenas quero falar, contar, desabafar...
Peço-lhe desculpas por jogar em você o que não lhe pertence.
Entenda que se falo com você é por que em ti confio, contigo sinto-me
 unicamente segura e protegida.
Sensações o que será isso?
Perguntas sem respostas . . .

por Clézia Cavalcante

domingo, 4 de março de 2012

Parto do Sol

Foi assim como abrir asas
No segundo que antecedia a queda
No primeiro toque de instante
Um sentimento ofuscado pelo seguinte

A presença no parto do sol
Que chorou em parte por nascer
E parte pelo parto da noite
No ponto em que senti florescer

Meu pensar debruçado em teu colo
Sob a sombra das pequenas folhas
Sobre a grama, em teu colo sonho...
A face que vence a beleza celeste



Usando o cantar dos bicos
Pra te 'poemizar' no ar
Amenizar teu medo de ter
E te perder no mirar...

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